Osteoporose

osteoporose

Definição:

Osteoporose é uma doença causada pela perda da densidade mineral óssea, com consequente perda de sua resistência e aumento do risco de fraturas, ocorrendo principalmente no quadril, punho e coluna.

 

Causas:

O esqueleto é um tecido vivo em constante transformação. A todo momento sofremos perdas ósseas e nosso organismo as repõe. Ocorre que o pico de massa óssea se dá entre 20 e 30 anos de idade e a partir daí as reposições fisiológicas passam ser menos eficientes que as perdas.O desenvolvimento da osteoporose vai depender de quanta massa óssea nosso esqueleto vai acumular em nossa juventude, daí a importância da prática de atividades físicas nesse período.

 

Fatores de risco:

  • Maiores ou não-modificáveis:
    • Sexo: mulheres tem muito mais chance de desenvolverem osteoporose do que homens
    • Idade: quanto mais idoso, maior o risco da doença
    • Raça: asiáticos são os mais predispostos enquanto que a raça negra apresenta a menor incidência
    • História familiar: fraturas em parentes de primeiro grau aumenta o risco
    • Massa corpórea: pessoas com baixo IMC tendem a ter menor massa óssea
  • Menores ou modificáveis:
    • Níveis hormonais
    • Hormônios sexuais: a redução do estrógeno pós-menopausa nas mulheres aumenta muito o risco de osteoporose. Nos homens, a redução progressiva da testosterona com a idade também é um fator de risco.
    • Outras glândulas: a hiperatividade da tireóide, paratireóide e das adrenais também está relacionada com a perda de massa óssea.
    • Alterações alimentares
    • Baixa ingesta diária de cálcio
    • Anorexia
    • Cirurgias bariátricas
    • Uso de corticóides: em uso crônico, os glicocorticóides são indutores de osteoporose
    • Estilo de vida
    • Sedentarismo
    • Alcoolismo
    • Tabagismo

       

Diagnóstico:

A densitometria óssea é o exame padrão ouro para o diagnóstico da osteoporose.
O exame compara a massa óssea do paciente ao de uma pessoa jovem e saudável e fornece a distância da média normal. A partir disso é calculado o T-score, um padrão de referência internacional desenvolvido pela Organização Mundial de Saúde que mostra o quanto o paciente está próximo ou distante desse ideal. O T-score inicia do número zero (que representa a média) e parte para uma escala de números negativos ou positivos sendo que quanto mais negativo é o número, mais longe a massa óssea está do ideal. Os resultados obtidos podem ser os seguintes:

  • Normalidade: T-Score de 0 a -1,0 DP (Desvio Padrão)
  • Osteopenia: T-Score de - 1,0 a -2,4 DP
  • Osteoporose: T-Score de -2,5 ou menos.

Pacientes com indicação para realização do exame:

  • Mulheres pós-menopausa ou acima de 50 anos
  • Homens acima de 60 anos
  • Presença de fatores de risco
  • Sinais radiográficos de osteopenia

 

Tratamento:

O tipo de tratamento da osteoporose é definido pelo risco do paciente apresentar fraturas, de acordo com o resultado da densitometria óssea. Pacientes de baixo risco se beneficiam com a mudança de estilo de vida, equanto os de maior risco necessitam de terapias medicamentosas

  • Tratamento medicamentoso:
    • Bifosfonatos (alendronato, risedronato, ibandronato, ácido zoledrônico): atuam diminuindo a reabsorção óssea, por agirem diretamente na atividade osteoclástica uma vez que, por serem análogos sintéticos do pirofosfato, se ligam à hidroxiapatita encontrada no osso.
    • Raloxifeno: é um inibidor seletivo de receptores de estrógenos, usado principalmente em mulheres na pós-menopausa com redução da massa óssea na coluna vertebral ou com contra-indicações para os bifosfonatos
  • Tratamento conservador:
    • O objetivo primário do tratamento da osteoporose é a prevenção. Devemos dar ênfase à fase de formação máxima de massa óssea, que ocorre entre os 20 e os 30 anos de idade, através de uma nutrição adequada e da prática constante de exercícios físicos. A prevenção da osteoporose deve começar na adolescência com a combinação de exercícios físicos apropriados, dieta adequada e a adoção de um padrão de vida saudável. Todos pacientes com sinais de perda óssea ou que apresentem riscos de perda, devem ser aconselhados para o uso de cálcio e vitamina D. A tabela abaixo do Instituto Nacional de Saúde (NIH) dos Estados Unidos sugere o consumo diário de cálcio, de acordo com a idade:

       

Recomendações para uso diário de cálcio
Crianças até os seis meses de idade  400mg
Crianças dos seis meses a um ano de idade 600mg
Crianças entre um e cinco anos de idade 800mg
Adolescente/adulto jovem 800-1200mg
Homem idade 25 a 65 anos

1200-1500mg

Homem idade 25 a 65 anos 1000mg
Mulher na pré-menopausa 25 a 50 anos 1000mg
Gravidez e amamentação 1200-1500mg
Mulher em pós-menopausa acima de 65 anos em TRH 1000mg
Mulher em pós-menopausa sem TRH 150mg
Mulheres acima de 65 anos de idade 1500mg

 








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